sábado, 27 de fevereiro de 2010

Bright Star = Eternal Lurve *.*


"Bright Star", o novo filme de Jane Campion ("The Piano") retrata uma Inglaterra rural no início século XIX, e o já conhecido "romance proibido" entre um poeta sem um rendimento estável, e uma jovem de classe média(-alta).
Quem conhece o trabalho da realizadora já sabe o que esperar: uma exaltação dos sentidos e um forte apelo ao pathos. Apesar de "slow-paced", esta longa-metragem é incrivelmente emocionante, não só pelo dramatismo da relação entre Keats e Fanny mas também pela importância dada a toda a realidade que os envolve e caracteriza.
Pessoalmente admito que pequei em ter feito o proverbial "download", em vez de ter gozado a experiência cinematográfica a 100%, porque este é indubitavelmente um daqueles filmes a ver no grande ecrã, com todos os pormenores visuais e auditivos incrementados pela qualidade da sala de cinema (aconselho vivamente o El Corte Inglés).
Não me vou alongar acerca do enredo, já que acredito que "Bright Star" valia os 120 minutos mesmo sem falas entre os personagens. A genialidade da fotografia, a perfeição de cada enquadramento e a coesão deliciosa entre a imagem e o som que a complementa (seja uma melodia ou o som de um riacho) faz valer cada minuto. Mas atenção, se valorizam o enredo em detrimento da arte cinematográfica desaconselho este filme. Fica o aviso.

Um comentário:

  1. Não sabia que a Miss Tarré era uma cinéfila e menos ainda uma crítica!

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